Saúde


Depressão pós-parto atinge 20% das mulheres




A depressão pós-parto (DPP) é um quadro clínico severo e agudo que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Essa doença atinge cerca de 10 a 20% das mulheres num período de até seis meses após o parto. A mulher enfrenta durante a gravidez um período de profundas alterações psíquicas e emocionais. Situações de conflito que podem desencadear sentimentos de rejeição, sentimento de incapacidade diante do bebê, desejos suicidas e homicidas para com a criança, dentre outros sintomas. O tratamento se dá por meio de cuidados médicos e medicamentosos, além do apoio familiar e dos amigos.

A ginecologista, Ednalva Menezes, explica que o período da gravidez é bastante delicado, o qual pode definir o quadro clínico da gestante após o nascimento do bebê. “A paciente deve ter uma gravidez tranquila, com o apoio do cônjuge, da família, dos amigos. Se durante esse tempo ela sofrer algum tipo de rejeição, principalmente do parceiro e no que diz respeito também à questão sexual, então os problemas começarão daí”, explicou a ginecologista.

Os traumas provenientes de uma DPP podem ser irreversíveis tanto para a mulher quanto para o bebê, e ocorrem principalmente em jovens gestantes de 14 a 20 anos, mas também é muito comum em mulheres mais maduras, em torno dos 32. Ela também pode ser a causa de muitos abandonos de crianças nos mais diversos lugares dos centros urbanos e em menor intensidade nos meios rurais.

O diagnóstico precoce é fundamental e para isso é necessário um acompanhamento em todo ciclo gravídico-puerperal, ou seja, da gravidez ao pós- parto, sendo a melhor forma de evitar, atenuar ou reduzir a duração da DPP. O pré- natal é, desse modo, imprescindível à gestante, pois nele os médicos procuram dar segurança, além de prever possíveis problemas.

Não existe um tempo determinado de duração, geralmente vai de 4 a 5 semanas, e para ser considerada uma DPP deve se manifestar até seis meses após o parto. Aparecem sintomas como irritabilidade, mudanças bruscas de humor, indisposição, doenças psicossomáticas, tristeza profunda, desinteresse pelas atividades do dia-a-dia, sensação de incapacidade de cuidar do bebê e desinteresse por ele, chegando ao extremo de pensamentos suicidas e homicidas, em relação à criança.

Estão propensas a desenvolverem a DPP: mulheres com sintomas depressivos durante, ou antes, da gestação, com histórico de transtornos afetivos, mulheres que sofrem de TPM, que passaram por problemas de infertilidade, que sofreram dificuldades na gestação, submetidas à cesariana, vítimas de carência social, mães solteiras, mulheres que perderam pessoas importantes, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez, dentre outros fatores de risco.